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Invisível aos olhos (por André Luiz Petraglia)

André Luiz Petraglia* Vivemos em um mundo de aparências. Essa afirmação tem fundamento no fato de que, dentre os cinco...

Invisível aos olhos (por André Luiz Petraglia)

Invisível aos olhos (por André Luiz Petraglia).

da Redação

28 abril 2026

André Luiz Petraglia*

Vivemos em um mundo de aparências. Essa afirmação tem fundamento no fato de que, dentre os cinco sentidos que possuímos e que nos conectam ao mundo exterior, a visão é o que mais rapidamente nos traz informações. Se, por exemplo, pensarmos na cor vermelha e passarmos os olhos ao nosso redor, em uma fração de segundo somos capazes de encontrar tudo o que existir dessa cor no ambiente, por menor que seja o objeto ou um detalhe qualquer. Nosso interesse em parceiros costuma ser despertado inicialmente a partir da sua aparência, por isso nos preocupamos tanto com a nossa própria imagem, em qual impressão iremos causar à primeira “vista”.

Pela mesma razão compramos roupas e cosméticos, arrumamos e tingimos os cabelos, fazemos peeling e aplicamos botox , fazemos cirurgias plásticas para “consertar um defeitinho” aqui e outro ali, enchemos as academias em busca de ficarmos “em forma”. Ah, essa tão idealizada forma! E quanto ao conteúdo? A sabedoria chinesa nos ensina que a beleza de um vaso não encontra-se em sua decoração exterior, e sim naquilo que ele pode conter e sustentar. Essa dualidade entre corpo e mente é discussão antiga como conhecemos da citação do poeta latino Juvenal: “ Mens sana in corpore sano ”, ou seja, “Mente sã em corpo são”.

Isso significa uma proposta interessante de equilíbrio, uma vez que sabemos que o corpo, apesar de transitório, nos será útil até o final da nossa caminhada terrestre, enquanto a mente, acompanhada pela alma, provavelmente, continuará seguindo em frente por muito mais tempo. Antoine de Saint-Exupéry, ao escrever “O pequeno príncipe”, também nos ensinou que “O essencial é invisível aos olhos”.

Então, que dessa conjunção equilibrada entre corpo e mente, entre exterior e interior, entre forma e conteúdo, saibamos extrair a sabedoria necessária para estarmos atentos à essência daquilo que realmente importa, que sejamos menos dependentes das aparências e da superficialidade das coisas e nos concentremos mais no caminho que nos conduz à imensidão e à perenidade da alma.

*André Luiz Petraglia é escritor, palestrante e consultor de comunicação e design.

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