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Soldada vê namorado morrer em tempo real no front do Líbano (por Moisés Rabinovici)

Moisés Rabinovici* A soldada israelense encarregada de observar remotamente o front no sul do Líbano viu o namorado morrer —...

Soldada vê namorado morrer em tempo real no front do Líbano (por Moisés Rabinovici)

Soldada vê namorado morrer em tempo real no front do Líbano (por Moisés Rabinovici).

da Redação

27 abril 2026

Moisés Rabinovici*

A soldada israelense encarregada de observar remotamente o front no sul do Líbano viu o namorado morrer — ao vivo, em tempo real — atingido pela explosão de um drone.

Arah tentou confirmar se o sargento Idan Fooks, 19, estava entre os feridos levados de helicóptero. Não estava, informaram do front.

No posto de observação, colegas tentaram tranquilizá-la: o local da explosão “não era o setor em que ele deveria estar”. Mas Arah tinha certeza do que vira. No fim do dia, o corpo foi enterrado em Petah Tikva (“Porta da Esperança”).

Foto: IDF

O avô do soldado criticou a trégua de três semanas no Líbano, estendida pelo presidente Donald Trump na semana passada: “Se há cessar-fogo, que cesse o fogo. Se não, lute-se com toda a força”.

Desde março, o Hezbollah lançou cerca de 10 mil mísseis, foguetes e drones contra Israel. Para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o cessar-fogo já não existe. Ele afirmou que Israel está livre para atacar alvos em todo o Líbano — o que, segundo ele, pode influenciar as negociações com Beirute.

“Estamos atacando na zona de segurança, ao norte dela e ao norte do rio Litani”, disse. Hoje, Israel informou ter atingido 20 posições do Hezbollah no Vale de Bekaa, incluindo uma fábrica de armas e um arsenal.

Foto: IDF

O presidente libanês Joseph Aoun reagiu após ser chamado de “traidor” pelo Hezbollah: “A traição é de quem leva seu país à guerra para servir a interesses estrangeiros”.

Na fronteira, comunidades israelenses decidiram fechar escolas e impor medidas próprias de segurança, contrariando o Comando do Front Interno, que autorizara a retomada parcial das atividades.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que não entregará as armas ao Exército libanês, após um ataque israelense no domingo — o dia mais sangrento da trégua — deixar 14 mortos. Ele acusou Aoun de fazer “concessões gratuitas e humilhantes” a Israel.

*Moisés Rabinovici é jornalista brasileiro com carreira marcada por atuação internacional e inovação digital. Como correspondente de imprensa, atuou em Israel, Europa e Estados Unidos.

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